Alterações
visuais
Insuficiência de convergência
É uma alteração na fixação para perto no qual os olhos não conseguem convergir e um dos olhos desvia podendo gerar imagem dupla com a aproximação, cefaleia e/ou dor ocular, cansaço visual após leituras prolongadas e borramento visual.
A Insuficiência de convergência geralmente é tratada com exercícios ortópticos com boa eficácia no controle da fixação e melhora das vergências necessárias para fixação.
É necessário sempre uma avaliação oftalmológica prévia antes da avaliação ortóptica para o diagnóstico.
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Pseudoestrabismo
É um falso estrabismo, uma condição muito comum em bebês que possuem um epicanto nasal (como se fosse uma sobra de pele) que cobre parte do branco do olho nasal e pode dar um aspecto de olhos desviados para dentro, principalmente em fotos, no olhar para perto ou no olhar lateral.
O diagnóstico diferencial entre um estrabismo e um pseudoestrabismo deve ser feito pelo médico oftalmologista e pelo ortoptista e com o crescimento, este aspecto reduz normalizando a estética dos olhos.
Quando o falso estrabismo aparenta que os olhos estão desviados para fora, poderá ter uma distância grande entre os olhos (hipertelorismo) ou reflexos simétricos e descentrados dando impressão de que os olhos estão voltados para o lado externo.
Por serem falsos estrabismo, não há tratamento a ser indicado.

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Diplopia
È uma condição binocular (ocorre com os dois olhos abertos) e comum em estrabismos (olhos tortos) tardiamente, seja por alterações neurológicas, traumas, doenças sistêmicas que levam ao estrabismo tardio.
Com um desenvolvimento binocular normal durante toda a vida, com o aparecimento do estrabismo, o cérebro não consegue fundir (juntar) as imagens, causando a diplopia, que pode ser horizontal, vertical ou torcional.
O tratamento poderá ser com o controle da doença sistêmica ou neurológica que causa o desvio, lentes prismáticas, cirurgias ou com exercícios ortópticos. Consulte um oftalmologista e um ortoptista.

Double Elvis – Andy Warhol
Estrabismo
É o popular olho torto. Os olhos podem desviar para dentro (estrabismos convergentes), para fora (estrabismos divergentes), para cima ou para baixo (estrabismos verticais) ou inclinar (estrabismo torcional – bastante raros)
Quando o desvio ocorre nos primeiros anos de vida, poderá comprometer o desenvolvimento visual (acuidade visual) do olho mais afetado e , também, o desenvolvimento da visão binocular (o cérebro aprende a bloquear uma das imagens e não consegue fazer a conexão das duas imagens no seu processamento visual final), podendo levar à ambliopia (clicar na palavra e levar à explicação da ambliopia) e à supressão de uma das imagens, afetando a visão simultânea e a visão estereoscópica (3D)
O tratamento para o estrabismo poderá ser com óculos, óculos e cirurgia, cirúrgico e , em alguns casos, com exercícios ortópticos. Apenas o médico oftalmologista e um ortoptista poderão avaliar e dar seguimento , sendo que o tratamento oclusivo (tampão ocular) não é um tratamento motor (para alinhamento dos olhos), mas coadjuvante ao tratamento para evitar a ambliopia e a supressão (bloqueio) da imagem.

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Ambliopia
É uma das principais consequências dos estrabismos precoces, quando não tratados correta e regularmente. A ambliopia é a condição onde o olho desviado passa a ter a imagem bloqueada pelo cérebro para evitar a imagem dupla, afetando o desenvolvimento visual e levando o paciente a enxergar pior no olho afetado. A avaliação oftalmológica para detectar se há erro refrativo (grau) a ser corrigido, estrabismo associado ou outra alteração visual (como diferença de grau, cataratas congênitas, glaucoma congênito etc) é fundamental para o acompanhamento correto e poderá ter indicação de óculos, cirurgias e uso da oclusao (tampão ocular). Os exercícios ortópticos não apresentam eficácia para a ambliopia, pois o olho afetado deverá ser estimulado corretamente e não por movimentação ocular.

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Alterações do processamento visual central
São diversas as possibilidades de alterações no PVC, sendo as mais comuns e investigadas, as alterações relacionadas à dislexia, discalculia, as relativas ao transtorno de déficit de atenção, transtorno do espectro autista, alteração na percepção de formas, figura-fundo, percepções gestalticas (todo) e partes de um todo (detalhes), entre outras. O exame simula testes que “mapeiam” partes da via visual primária até o córtex visual com o objetivo de identificar possíveis alterações neste caminho das imagens até o cérebro.
Os tratamentos ainda encontram-se em estudo e a orientação multidisciplinar é feita entre profissionais habilitados para conduzir cada caso de maneira individualizada.
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SILVIA CHUFFI - Ortoptista
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