Exames
Realizados
Avaliação ortóptica
É solicitada pelo médico oftalmologista por observar alterações motoras, sensoriais ou sensório-motoras da visão. O teste ortóptico é realizado pelo ortoptista sempre sem a dilatação da pupila, uma vez que o mecanismo de foco deve estar presente para eficácia das respostas dos testes.
No teste ortóptico podem ser identificadas apenas alterações sensoriais, que podem se beneficiar com orientações específicas e/ou terapia ortóptica.
Porém o teste ortóptico também poderá ser realizado em pacientes estrábicos (olho torto) para medidas e acompanhamento do desvio, verificação da condição sensorial (se há ou não visão binocular – uso dos 2 olhos simultaneamente), pacientes com visão dupla e teste para de lentes prismáticas para fusão das imagens duplicadas, acompanhamento pré e pós cirurgia do estrabismo, lembrando que qualquer prescrição óptica será sempre feita pelo médico oftalmologista.
Exercícios ortópticos
Os exercícios ortópticos são comumente confundidos com fisioterapia do olho. Porém, o sistema visual é muito complexo e o processamento das imagens deve sempre passar por cada olho, por intermédio do nervo óptico, cruzar todo o caminho até começar a passar por cada parte da via visual e chegarem juntas ao cérebro. Assim, são 6 os músculos extraoculares, responsáveis pelos movimentos dos olhos e eles trabalham sempre conjugados. Os olhos só se movimentam na mesma direção, com exceção da convergência de aproximação onde cada olho vai para um lado diferente para acompanhar o objeto. Logo, se não há conexão binocular, seja ela mínima - que significa que o cérebro deve encontrar um dos níveis de visão binocular (percepção simultânea das imagens, fusão das imagens e estereopsia – visão de 3D) - os exercícios ortópticos tem pouca ou nenhuma eficácia.
É equivocado dizer que a musculatura extraocular será fortalecida uma vez que estes músculos não são passíveis de hipertrofia, por suas próprias características. Assim, em uma avaliação ortóptica sensório-motora será possível identificar se há substrato de visão binocular para trabalhar com exercícios ortópticos. Caso contrário, óculos ou cirurgias poderão ser indicados e realizados pelo médico oftalmologista.

Inteligência Artificial
Baixa visão
Baixa visão: Alguns pacientes com baixa visão (ou visão subnormal), aos quais os tratamentos indicados já foram realizados (óculos, cirurgias, tratamentos ,a LASER entre outros) mas a qualidade visual ainda é baixa, estão indicados os testes para adaptação de lupas, óculos especiais, auxílios não ópticos, como ampliação, iluminação, lupas digitais, ou orientações de adaptação ao ambiente escolar. Cada caso será avaliado de forma personalizada para a melhor adaptação do paciente com baixa visão.
De acordo com a 11º Revisão da Classificação Internacional e Estatística de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) da Organização Mundial da Saúde, os valores de acuidade visual apresentada, com correção óptica (grau) se houver, são empregados para a categorização da perda visual. Dessa forma, considera-se deficiência visual leve quando a visão é abaixo de 0,3 (30%), moderada entre 0,1 e 0,3 (entre 10% e 30%) , deficiência visual grave (categoria 3) quando o valor é menor que 0,1 e maior ou igual a 0,05 (entre 10% e 5%); cegueira (categoria 4) quando o valor é menor que 0,05 e maior ou igual a 0,02 (entre 5% e 2%); cegueira (categoria 5) quando o valor é menor que 0,02 (menor que 2%) e maior ou igual do que percepção de luz; cegueira (categoria 6) quando não apresenta percepção de luz. Fonte: www.visaosubnormal.org.br (Sociedade Brasileira de Visão Subnormal)
Será sempre necessária a avaliação oftalmológica antes de realizar um teste e treinamento de baixa visão, além do que, apenas o médico oftalmologista estará apto à prescrição de óculos ou auxílios ópticos específicos.
O teste de baixa visão é indicado pelo médico oftalmologista que acompanha o paciente e, no momento, já esgotou as possibilidades de tratamento até que novos tratamentos possam ser propostos. Assim, o encaminhamento é feito para que o paciente tente utilizar-se de recursos que ajudem em suas necessidades profissionais, estudantis ou de lazer.
Note-se que os recursos ópticos (óculos, lupas, telescópios) ou não ópticos (iluminação, ampliação de imagens, lupas digitais e eletrônicos) não possibilitam uma melhora visual para todas as situações, visto que os óculos com efeitos de lupa ou lupas, melhoram a visão para perto por ampliação, porém quanto mais forte o grau de ampliação, mais próximo o ponto de foco.
O paciente deve comparecer para o exame trazendo os recursos que eventualmente já utilize (óculos, lupas) e os materiais que deseja testar como materiais de leitura, baralhos, bordados, artesanatos, cadernos, boletos de pagamento e similares.
É comum os pacientes não trazerem nenhum material justificando que os óculos ou lupas não ajudam e que já não conseguem mais realizar nenhuma tarefa. Todavia, é muito importante que tragam os materiais justamente para observarem a melhor forma de conseguir realizar as atividades que deseja. Os escolares podem e devem trazer os livros e cadernos utilizados na escola para análise e orientação para a escola.
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Inteligência Artificial
Cartões de Teller
As avaliações visuais incluem sempre a medida da acuidade visual, verificada nas tabelas de visão ou monitores específicos com optotipos (letras, números, símbolos, figuras) para aferir quanto o paciente enxerga.
Em crianças verbais, adolescentes ou adultos, é possível realizar este teste por informação do próprio paciente sendo que o menor optotipo identificado indica a qualidade visual de cada olho.
Mas como realizar este teste em crianças não verbais ou bebês? O Teste dos Cartões de Acuidade de Teller (CAT ou Olhar Preferencial) foi desenvolvido para obter estas respostas apenas pela identificação da direção do olhar da criança, de modo que são apresentados cartões com padrão de grades de um lado, sendo que a cada cartão, diminuem as grades e aumentam sua frequência, tornando-as mais detalhadas. O menor estímulo percebido pela criança, indicará o quanto ela enxerga.
É um exame comportamental que não depende de resposta verbalizada pela criança ou do paciente não verbal.
Os cartões de Teller consistem em alguns cartões retangulares, com fundo cinza e um padrão de grades preto-branco padronizadas em contraste constante que poderão ser apresentados horizontal ou verticalmente.
Há um orifício no centro do cartão para que o examinador observe a direção do olhar da criança e possa definir qual o menor padrão de grades identificado pelo olhar preferencial do paciente.
O exame é realizado com a criança no colo do responsável, de frente para o examinador ocluindo primeiro um olho e depois o outro, para a verificação monocular da acuidade visual. Em alguns casos específicos a avaliação binocular (com os dois olhos abertos) poderá ser realizada, a critério do examinador conforme diagnóstico.
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Cartões de Teller
Processamento Visual Central
O exame de Processamento Visual Central (PVC) tem sido bastante estudado recentemente. Para enxergarmos um objeto, cada tipo de estímulo corresponde a uma região específica na via visual, que é bastante extensa e complexa.
A imagem que chega na retina será transmitida ao cérebro por intermédio do nervo-óptico e o caminho até o córtex visual é longo , detalhado, ocorre em milissegundos. Este caminho vai da via visual primária até as vias superiores, sendo cada uma delas responsável em processar cor, contraste, formas isoladas, conjunto de formas (pessoas e objetos), faces, expressões, movimento, direção, textura, separar a figura do fundo e vice-versa entre outros. Para que o exame consiga testar cada uma destas funções, os exames estáticos (impressos) não conseguem atingir as funções dinâmicas. Assim, o exame realizado pela plataforma Psykinematix é capaz de cobrir os níveis de processamento visual sensoriais e perceptuais, sendo mais especifico e eficaz.O Psykinematix é uma plataforma para realização de testes visuais e os testes de Processamento Visual Central foram desenvolvidos e continuam sendo estudados no departamento de Psicovisão do Instituto de Psicologia da USP (IPUSP) pelo Prof. Dr. Marcelo Fernandes da Costa, livre-docente da Universidade de São Paulo. Foram criadas diversos protocolos de avaliação, a exemplo de Sensibilidade ao Contraste de Primeira e Segunda ordem, Contraste Temporal e Radial, Movimento Coerente, Percepção subjetiva de tempo, Memória espacial e de dígitos,
Atenção automática e sustentada, linha mental numérica entre outros. Os testes só poderão ser aplicados com a licença para o teste, em monitor devidamente calibrado e por profissional devidamente treinado para interpretação dos testes. A solicitação do teste deverá ser feita pelo profissional que deseja investigar distúrbios do processamento visual central para diagnósticos ou auxílio diagnóstico e geralmente é feito por neuropediatras, psiquiatras, neuropsicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, oftalmopediatras e otorrinopediatras e profissionais que trabalham com pacientes com distúrbios de aprendizagem, neuroatípicos ou que investigam diagnósticos neuroatípicos como também os que investigam dislexia, discalculia, transtornos do espectro autista, entre outros.
O exame deve ser devidamente indicado por um profissional da área da saúde e a avaliação só poderá ser realizada com um avaliação oftalmológica prévia que indicará se há algum tratamento visual prévio a ser realizado.
O teste de processamento visual central é detalhado, levando cerca de 1h a 2h para a aplicação, por vezes em dois atendimentos e o paciente deve comparecer usando óculos (caso utilize), após lanche leve e sem realização de atividades físicas intensas, com o fim de evitar dispersão no exame.

Psykinematix (atenção seletiva)
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SILVIA CHUFFI - Ortoptista
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